A Inflação e suas Consequências na Economia
Muito mencionada pela imprensa e pelos economistas, “inflação” ainda é um termo confuso para muitas pessoas. Basicamente, ele refere-se a um processo de aumento no valor dos preços dos produtos em geral. Essa inflação pode ser de oferta, ou seja, quando existe uma falta de produtos no mercado, ou pode ser de demanda, que se caracteriza por uma procura maior que a oferta.
Pode-se perceber, então, que a inflação de demanda ocorre quando o mercado está produzindo em seu máximo de capacidade, mas a procura permanece grande, superando a oferta. Para conter esse tipo de inflação é necessário que sejam empregadas determinadas medidas que reduzam a procura do produto no mercado, como aumento de seu valor ou lançamento de produtos similares.
Quanto à inflação de oferta, podemos perceber que ela ocorre quando há um aumento dos custos da produção, mas a demanda continua em ascensão. Esse processo ocasiona a elevação do valor, também, dos produtos finais.
Na economia, existem diversos índices que medem a inflação, tendo como base diferentes fatos e dados e realizados por diversos órgãos econômicos especializados. Os índices mais conhecidos e utilizados são o IPCA, o IGP-M e o INPC.
De uma forma geral, a inflação é medida por níveis percentuais e tem como base um grupo de uma determinada faixa econômica que utilizam um conjunto de produtos comum.
O IBGE, por exemplo, mede a inflação através do nível INPC, que se baseia em uma faixa de renda de um a oito salários mínimos. Já o IPCA tem como referência uma faixa econômica que vai de um até quarenta salários mínimos. Assim, é possível perceber a variação dos preços em determinadas faixas de consumo.
A variação da inflação ocasiona alterações em toda a economia e na sociedade. Ocasionada pela má administração da economia, pode ocasionar a desvalorização da moeda local. Além disso, causa alterações na distribuição de renda, já que os assalariados não têm condições de acompanhar o aumento dos valores.
Essa elevação ocasiona também a necessidade de realização de importações, bem como o crescimento da taxa de juros e o desestímulo de aplicação em investimento. O aumento da inflação, no entanto promove o aumento de aplicações financeiras em bens imóveis e sua rápida valorização.
A inflação no Brasil já ultrapassou 2700 % ao ano, porém desde 1994, com o lançamento do Plano Real, esses níveis têm se mantido controlados, estando em torno de 6% a 8% ao ano.

